TV cassada

Essa história de concessão pública dada às empresas televisivas para exploração de canal é uma grande piada hipócrita. Facultada ao Estado a opção de renovar ou não a concessão, porque tachá-lo de ‘autoritário’ quando decide por não renová-la?

Essas coisas do ‘direito democrático’ (sic): coisa mais fácil que calar a oposição não há.

Ainda a ocupação da Reitoria da USP

Esse movimento (ocupação da reitoria da Usp) tem traços evidentes de motivação política“. Essa frase, dita ontem pelo jornalista Renato Machado, do Bom Dia Brasil (TV Globo), pode não ter sido assim, ipsis literis. Mas diz isso mesmo: o movimento é político. Lembra um pouco a argumentação do Governador Serra. Quer, por essa estratégia, deslegitimar a ação do movimento estudantil, não sabendo que, dessa forma, está concedendo um dos melhores elogios possíveis à causa. Ora, o próprio ato de repudiar o movimento é orientado por determinadas concepções políticas. A crítica seria muito mais adequada se fosse dirigida ao recrutamento e aparelhamento partidário da juventude universitária…

Avaliando

Se a avaliação dos alunos pelos professores já é uma prática secular, a recíproca é algo pouco comum. Em se tratando de professores universitários, então, é algo quase impensável. Por isso a prática dos alunos de Geografia da USP ser tão inovadora. Além de avaliar todos os professores, o resultado é público. As fichas de análise e os comentários dos alunos estão aqui.

Provocando

Quando chegar ao posto de presidente da Federação Internacional de Automobilismo, minha primeira medida será oferecer o ‘Monaco Grand Prix‘ à União Ciclista Internacional. Acredito ser uma estratégia excelente para manutenção da competitividade em esportes de alta velocidade.

Assino e dou fé.

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Grande Prêmio de Mônaco, 1992, três últimas voltas. Lembranças de como a F-1, mesmo sem ultrapassagens, era muito mais disputada – e por isso melhor – que, grosso modo, os dez últimos anos.

A época em que assistir o Grande Prêmio de Mônaco era garantia de muita emoção há muito se foi. Restou uma prova burocrática, enfadonha, que, na situação de pouquíssimas ultrapassagens que a Fórmula Um vive, é tranquilamente dispensável.

Que os magnâmios tradicionalistas ofereçam-me o perdão por tal heresia.

Marés de azar

Sandra, semana passada, descreveu uma sucessão de ‘tragédias’ na vida de um conhecido. Comentei a propósito do Complexo de Pollyana (‘Estou com uma perna quebrada… ainda bem! Já pensou se fossem as duas?’), mas, quando temos notícias de sorte ou revés, fazemos automaticamente comparações com nossa própria vida.

Daí fico pensando em quanto, em determinadas situações, nos somos ingratos com a nossa própria vida, preocupados com coisas que não merecem tanta ansiedade. É o meu caso. Profissionalmente, alguns fatos que não considerava prováveis de acontecer, aconteceram. Os últimos dois anos não foram bons. Fui barrado na seleção de pós-graduação (em duas ocasiões) por uma professora ‘star’ e, nessa semana, tive, pela primeira vez em oito anos, um resumo de pesquisa recusado por um congresso científico nacional, com oca justificativa.

Mesmo com a sensação nada agradável do título de associado ao ‘Loser’s Club’, vejo que meus problemas são, por um determinado ângulo, irrisórios. Não merecem, portanto, um único menear de cabeça.
Que a vida continue.

Grande jogada de marketing ou propaganda enganosa?

A Gol anuncia, pomposamente, vôos a R$ 50,00 em diversos trechos do território nacional. Em letras miúdas, informa que são ‘algumas’ vagas em vôos regulares. Procure, por favor, essas vagas. Os atendentes, quando reclamados, são reticentes, dizendo que, se não há, é porque já foram todas vendidas. Daí a gente fica com cara de bobo. Uma grande propaganda enganosa, enfim; desnecessária, visto que as tarifas da Gol são imbatíveis.

Fim de temporada

Termina essa semana a Temporada 2006/2007 de Lost e de Heroes nos Estados Unidos. Apesar de terem enredos notavelmente diferentes, muita gente vê similaridade entre as duas séries. Ambas compartilham, praticamente, do mesmo público. Essa gente toda que gosta de um pouco de fantasia, de enredo surreal.

Aparentemente, o que vai sobrar nas duas séries será sangue. Produtores de Heroes indicam que para a próxima temporada pretendem aproveitar algo em torno de dois ou três ‘heroes’ da temporada atual. Já em Lost, spoilers indicam que, no mínimo, quatro personagens dos perdidos na ilha serão mortos em decorrência do confronto com ‘The Others’.

Fãs das duas séries, como eu, só imploram por uma coisa: nada de ‘ganchos’ para a temporada seguinte. Problema criado, problema resolvido. Heroes deve aprender com a sucessiva queda de audiência de Lost nos EUA, em virtude da invenção de mistérios para a temporada seguinte – e freqüentemente não solucionados e esquecidos.

Ninguém quer viver com mistérios por longo tempo, não é?

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Record anuncia Heroes, House e, provavelmente, Dexter, uma das melhores séries que já assisti até hoje. É esperar pra (re)ver.