Priva-tize

O Marcelo Tas disse, em texto publicado ontem, que a linha telefônica ficou barata porque as companhias telefônicas estatais foram privatizadas.

Foi mesmo.

Por isso que quero a privatização da Sony. E da (Ferrari) Ford também [não precisa ser tanto…].

Daí eu compro uma TV e um carro decentes.

Viva a privatização!

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Considerando que a Petrobrás e um banco federal podem ser privatizados em uma futura gestão tucana, é salutar pensar se isso fará o combustível e os juros bancários mais baratos.

Doce ilusão!

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Regra básica: o tempo – e a concorrência – faz baratear a tecnologia. Isso é ótimo, para quem tem uma longa vida pela frente.

Ô credulidade…

Tem gente que, pra acreditar na existência de gnomos, só basta receber um e-mail.

Recentemente, recebi uma mensagem de uma eminente professora doutora etc. e tal. Passava a história como verdadeira. Taí o anexo e, logo abaixo, o link do texto em que o jornalista admite que ‘fato’ era apenas isso: uma alucinação.

http://www.matogrossoonline.com.br/artigo.php?id=84640

Não sei se a professora acredita em gnomo. Mas deixa só eu ir ali escrever um e-mail…

O outro dia…

O outro dia…

Minha seção estava assim. Os diabinhos (santinhos? Oh, Alvarenga…) esparramados pelo chão lembravam os eleitores em quem não votar. Candidato porcão? ‘Tô fora.

No mais, fui um eleitor conservador. A depender de meu voto ontem, presidente e governador permaneceriam.

Para o governo, fatura liquidada. Para presidente, um merecido segundo turno, depois da trapalhada do Dossiê Verdoin e da ausência de Lula no debate.

As perspectivas de um segundo mandato de Lula não são boas. Mesmo reeleito, tenho lá minhas dúvidas se conseguirá concluir o mandato. As forças golpistas estão cada vez mais evidentes e explícitas.

Collor voltou, Maluf também. Se os aloprados do PT pararem com a traquinagem, a equipe de congressistas 2007/2010 não decepcionará as páginas policiais.

Gatunagem

1997. Finalzinho de expediente, lá pelas tantas da madrugada. Eu estava particularmente tenso no meu primeiro emprego. Não era para menos; na semana anterior, havia passado pelo primeiro e único assalto sofrido até hoje. Na ocasião, levaram uma moto e todo o dinheiro do dia.

Já na hora de recolher as mesas e as cadeiras, um grupo dobrou a esquina e se dirigiu ao bar. Desconfiado, o chefe me pediu pra ficar de olho. Enquanto limpava as mesas no salão interno, todos os sentidos buscavam algum movimento suspeito.

Depois de algum tempo acostumando com o gralhar dos rapazes, desapercebi da vigília. De repente, o barulho do bando foi sucedido pelo silêncio da madrugada. Olhei pra fora, o grupo havia ido embora. Alívio.

Se eles não tivessem carregado a mesa e algumas cadeiras, a suspeição teria sido apenas fruto do trauma anterior.

Jornalismo. Branco, marrom, ou outra cor qualquer?

Cleber Toledo possui um dos domínios eletrônicos mais visitados por computadores tocantinenses. Toledo, jornalista, é tido com um dos melhores de sua profissão no Estado.

Nos últimos dias, o blog (que, apesar das semelhanças, é sempre chamado de “site” por seu criador) tem batido recordes de comentários – aprovados. Dado o (baixo) nível de discussão, é de se pensar que o número real de comments é muito maior.

Mas não é isso que tem chamado minha atenção, ultimamente.

Jornalistas brasileiros têm, no geral, uma sanha, sabe-se lá de onde e quando, em associar ‘credibilidade’ com ‘isenção’. E mais: imaginam que as ‘boas reportagens’ são aquelas em que o repórter não manifeste sua posição. Esquecem, sobretudo, que a própria isenção já é uma posição…

Os leitores, quando descontentes do posicionamento divergente do jornalista, possuem argumentos bastante semelhantes. Exigem ‘neutralidade’, ‘imparcialidade’.

Em se tratando de coluna política, tema em que as paixões naturalmente são afloradas, essa sanha aparece com mais vigor. E o Cleber Toledo tem sofrido muito com isso.

Primeiro, pela decorrência da própria configuração dessa eleição, bastante polarizada. Ou você é partidário do atual governador Marcelo Miranda ou faz parte do grupo do ex-governador Siqueira Campos – desconsiderando até outros três candidatos, que, somados, não tem conseguido superar os 5% de intenção de voto nas últimas pesquisas.

Segundo, pelo reconhecimento de que tanto um lado quanto o outro está fiscalizando seus textos, intencionando filtrar qualquer ‘favorecimento’ a candidatura rival.

Terceiro, pela quantidade de ameaças que diz sofrer por parte de partidários do atual governador (se bem que as ameaças do outro candidato são muito mais evidentes e palpáveis, como demonstrado pelas quatro edições apreendidas do ‘Ditador do Cerrado’, livro do também jornalista Rinaldo Campos, preso por trinta e seis dias mediante ordem do ex-governador).

O estado de tensão iniciou-se com esse texto, de dia 15/09 (“Não aceito liberdade vigiada!“). Até então, era comum ler críticas de ambos os lados nos comentários do blog. Era. Nesse texto, Toledo denuncia um suposto estado de ‘liberdade vigiada’. Essa mesma ‘liberdade vigiada’ do qual reclamava o jornalista o fez dar explicações, dias depois, no próprio blog. Especularam sobre suas companhias em bares após os debates políticos (a maioria dos debates é intermediada pelo jornalista).

Depois disso, agressão pura. Generalizou um dos grupos (os ‘marcelistas’) como tolhedores da liberdade de imprensa e, a partir de então, passou a ser elogiado pela ‘isenção’ e ‘imparcialidade’ pelos ‘siqueiristas’.

A tensão continuou. Aumentou-se o número de pesquisas eleitorais. Apareceu um cheiro de virada no ar. O ex-governador, absoluto nas intenções de voto, viu-se empatado com Marcelo Miranda.

São três institutos, basicamente, que estão fazendo levantamento de intenção de voto. O IBOPE e o SERPES, geralmente pagos pela afiliada da TV Globo, e o Instituto Ímpar, contratado do Jornal Primeira Página, empresa de propriedade da Família Siqueira Campos.

Reconhecidos nacional (IBOPE) e regionalmente (SERPES), esses dois institutos já têm um histórico crível de acertos. O mesmo não se pode dizer do Instituto Ímpar. Não há sequer informações on-line sobre esse tipo de trabalho. E o que dizer do contratante?

Todavia, o jornalista resolveu centrar fogo nos erros do IBOPE e do SERPES. Tentativa óbvia de desacreditar as pesquisas feitas no estado por esses institutos. Nas matérias postadas, por exemplo, incluiu uma sobre contrato do filho do dono do IBOPE com o Governo do Estado (“Empresa do filho do dono do Ibope ganha incentivos fiscais do governo Marcelo“). No mesmo dia, a mesma foi citada no programa eleitoral da oposição. Coincidência? Eficiência da equipe de Mídia do comitê político? Não se sabe ao certo…

Troquei alguns e-mails com Toledo. Além de muito atencioso, o jornalista é bastante ágil nas respostas das mensagens. Argumentou, em uma delas, que não acreditava em ‘imparcialidade’, muito menos em ‘isenção’, arrazoando que a credibilidade do jornalista está em não mentir, muito menos omitir fatos acontecidos – o que concordo ipsis literis.

Enquanto isso, e contraditoriamente, seus leitores siqueiristas continuam louvando-o por sua ‘isenção’ e ‘imparcialidade’ (e os ‘marcelistas’, também enviesados, consideram o jornalista ‘comprado’). Mas que é difícil qualificar um texto desses (“Pacificamente e também no cacete“) como imparcial e isento, ah, isso é…

A assunção da parcialidade não o desqualificaria. Pelo contrário: seria uma louvável ilha nesse mundo hipócrita do ‘jornalismo chapa-branca’ e ‘desinteressado’ que grassa no Brasil.

Por que…

…as operadoras de adsl oferecem ‘suporte técnico’ se após dois minutos de conversa já recomendam um ‘técnico particular’? E essa corja sabe muito bem como ser burocratas no atendimento e solução do problema, mas capitalistas selvagens na hora da conta.

Fato é que, após esquecer o HD principal há mais de mil quilômetros de distância, um Pen Drive deixou de ser objeto de luxo.

Explicação karajá para ‘aqueles dias’

No princípio, um pai bastante ciumento tinha uma filha virgem, já em idade de casar. A beleza da filha atiçava ainda mais o cioso pai. Não queria deixá-la casar com qualquer um.

O velho era excessivamente criterioso. Pra cada pretendente, colocava uma dura exigência, uma prova a ser realizada. Capturar onça, recolher uma dúzia de dentes de jacaré e atravessar o rio Araguaia, cheio de piranhas, pelado e com o corpo coberto de sangue de boi eram algumas das dificílimas tarefas dadas aos candidatos a genro.

Todos ficavam pelo caminho. Exceto um, que cumpriu todas as provas e, como prêmio, exigiu a moça em casamento.

Entretanto, o velho não havia entregado os pontos. Como última cartada, palmilhou todo o rio Araguaia na busca de raríssimas piranhas vermelhas e colocou-as no útero da filha. O velho avisou o futuro genro (ainda bem!) e entregou a moça em casamento.

Desconfiado, o índio, meio a contragosto, resolveu pedir ajuda a um velho amigo, um macaco prego. Deu-lhe a possibilidade de ter a primeira noite com a sua esposa. Não deu outra. Na primeira investida, as piranhas avançaram no macaco e arrancaram-lhe o prepúcio (e, por isso, até hoje o macaco prego é naturalmente circuncidado).

O sortudo não desanimou. Consultando um velho pajé, descobriu uma alga (também raríssima) mortífera para as piranhas. Após consegui-la, em dois dias de aplicação conseguiu matar todas as piranhas.

Aliás, minto. Ficou uma. Pequenininha e arisca, escondeu-se lá no fundo da entrada feminina. Até hoje, e de mês em mês, em ataque feroz, faz a mulher sangrar pra caramba. Não é bom mexer com as moças nesse período – uma vez que a pequena-piranha-interior está muito brava e pode morder qualquer coisa nas proximidades (ui!).

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Essa é uma lenda karajá. Certamente muito didática na educação sexual dos pequenos karajá. “Meu filho, se cuide. Não dê trela pras meninas, tá?” Ou: “Minha filha, agora quero que você namore o filho daquele cacique rabugento…”

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Ontem foi o último dia dos Jogos Indígenas do Tocantins, realizados em Palmas. O evento contou com representantes das sete maiores etnias indígenas presentes em território tocantinense. Uma ótima oportunidade para conhecer a diversidade cultural do índio brasileiro.