{"id":14,"date":"2005-07-14T01:24:31","date_gmt":"2005-07-14T01:24:31","guid":{"rendered":"http:\/\/julianorosa.org\/?p=14"},"modified":"2005-07-14T01:24:31","modified_gmt":"2005-07-14T01:24:31","slug":"o-homem-nao-destroi-a-natureza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/?p=14","title":{"rendered":"O homem N\u00c3O destr\u00f3i a natureza"},"content":{"rendered":"<p>Pois \u00e9. Se seu humor for mais alto do que a m\u00e9dia, diria que a frase est\u00e1 correta. Afinal, a mulher tamb\u00e9m colabora na malvada a\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o se trata disso. O homem, nesse caso, fica valendo do bondoso recurso gramatical de atribuir ao masculino todo o g\u00eanero da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Reafirmo ent\u00e3o: o ser humano n\u00e3o destr\u00f3i a natureza. E isso n\u00e3o poderia surpreender. Ou pelo menos n\u00e3o devia, pois nesse caso h\u00e1 uma generaliza\u00e7\u00e3o simpl\u00f3ria e ing\u00eanua.<\/p>\n<p>Pensemos, pois, no avan\u00e7o das madeireiras em territ\u00f3rios ind\u00edgenas aqui na regi\u00e3o Norte. Tanto o madeireiro quanto o \u00edndio s\u00e3o seres humanos. Mas um deles exerce sua a\u00e7\u00e3o na natureza com maior impacto significativo.<\/p>\n<p>Imaginemos agora, a mesma esp\u00e9cie, Homo sapiens sapiens, a dois mil anos atr\u00e1s. A intensidade dos problemas ambientais era obviamente nulo comparado com o atual. Isto \u00e9, o mesmo ser humano se relacionava com a natureza de forma diferente.<\/p>\n<p>O homem, ent\u00e3o, \u00e9 diferente do mandruv\u00e1. A hist\u00f3ria social da humanidade imprime caracter\u00edsticas pr\u00f3prias na esp\u00e9cie. O mesmo n\u00e3o ocorre com o bichinho verde nojento. Desde quando apareceu no mundo, n\u00e3o faz nada mais do que comer, dormir e&#8230;., bem, e dormir.<\/p>\n<p>Logo, chegamos a uma conclus\u00e3o: os seres humanos s\u00e3o os mesmos, mas a sociedade, a organiza\u00e7\u00e3o social \u00e9 que faz a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>No nosso caso presente, a sociedade capitalista, industrial e consumista tem no lucro sua espinha dorsal. Historicamente, temos percebido que o lucro mais cultura de consumo \u00e9 igual a menos recursos naturais e mais lixo.<\/p>\n<p>A natureza \u00e9 vista, traduzida e relida em cifr\u00e3o. Quanto mais eficiente sua explora\u00e7\u00e3o, mais riqueza acumulada. Pela natureza conflituosa da velha rela\u00e7\u00e3o capital-trabalho, a riqueza acumulada pelas corpora\u00e7\u00f5es \u00e9 apropriada por alguns. Somente.<\/p>\n<p>Em um mundo onde prevalecem as mega-empresas, a polui\u00e7\u00e3o \u00e9 majoritariamente industrial, direta e indiretamente. Todavia, h\u00e1 um esfor\u00e7o concentrado em deixar a consci\u00eancia de todo indiv\u00edduo pesada.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes me sinto respons\u00e1vel pelo buraco na camada de oz\u00f4nio, vejam s\u00f3&#8230;<\/p>\n<p>A Terra, esse planeta coletivo, deixa de ser de todos. Ou, pelo menos, fica sendo mais de alguns do que de outros. Privatizam a riqueza e coletivizam os problemas ambientais. Querem mesmo \u00e9 que algu\u00e9m (n\u00f3s) pague o pato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pois \u00e9. Se seu humor for mais alto do que a m\u00e9dia, diria que a frase est\u00e1 correta. Afinal, a mulher tamb\u00e9m colabora na malvada a\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o se trata disso. O homem, nesse caso, fica valendo do bondoso recurso gramatical de atribuir ao masculino todo o g\u00eanero da esp\u00e9cie. 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