{"id":151,"date":"2005-06-15T00:37:21","date_gmt":"2005-06-15T00:37:21","guid":{"rendered":"http:\/\/julianorosa.org\/?p=151"},"modified":"2005-06-15T00:37:21","modified_gmt":"2005-06-15T00:37:21","slug":"sobre-o-rio-volga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/?p=151","title":{"rendered":"Sobre o rio Volga"},"content":{"rendered":"<p>A Comunidade dos Estados Independentes foi o tema dos dois m\u00f3dulos da \u00faltima aula no cursinho. Depois do longo ros\u00e1rio geogr\u00e1fico (Clima, Relevo, Hidrografia, Economia, etc&#8230;), uma aluna me perguntou sobre a import\u00e2ncia do rio Volga.<\/p>\n<p>Beleza, pensei. Imaginando um mapa da R\u00fassia, lembrei-me do mais largo rio europeu passando por Moscou e banhando as mais industrializadas regi\u00f5es russas. Mas j\u00e1 pensou se a pergunta fosse sobre o Obi, o Ienissei, o Leni, o Amur, ou qualquer outro grande rio circulando pelos quase 20 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados da Federa\u00e7\u00e3o Russa?<\/p>\n<p>Quanto a isso, nenhum trauma. Sei muito bem dizer &#8220;n\u00e3o sei&#8221;, quando n\u00e3o tenho no\u00e7\u00e3o da resposta de alguma pergunta feita. Mas o que realmente me tocou foi a preocupa\u00e7\u00e3o da estudante a respeito dos rios. Por falar em trauma, essa &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o hidrogr\u00e1fica&#8221; nasceu de sua experi\u00eancia em um vestibular famoso (UFU).<\/p>\n<p>A pergunta do referido vestibular era sobre quais os pa\u00edses que o rio Reno banhava. Para um aluno que se depara com uma pergunta dessa, \u00e9 natural que se preocupe com a import\u00e2ncia do Volga. Ali\u00e1s, \u00e9 hiper-natural que, em qualquer situa\u00e7\u00e3o, elementos naturais como os rios tenham superimport\u00e2ncia (\u00eata neurose&#8230;). Afinal, li\u00e7\u00e3o tida do vestibular: &#8220;tenho muito o que ainda saber sobre a hidrografia mundial&#8221;.<\/p>\n<p>Essa Geografia, que requer mem\u00f3ria boa, h\u00e1 muito j\u00e1 est\u00e1 ultrapassada. Mas ainda \u00e9 praticada em muitos vestibulares. Bons ventos, vindos principalmente da UNICAMP e da USP, mostram uma outra geografia, muito mais preocupada com o racioc\u00ednio do que com a mem\u00f3ria. Muito mais preocupada com o uso das informa\u00e7\u00f5es do que com a absor\u00e7\u00e3o delas.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, sobre import\u00e2ncias de rios, acho o Mutuca, um ribeir\u00e3o que passa alguns metros de minha casa, muito mais importante que o Volga. O Fernando Pessoa, um dos maiores poetas portugueses, provavelmente iria concordar comigo:<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;<em>O Tejo \u00e9 mais belo que o rio que corre pela minha aldeia<\/em><\/p>\n<p><em>Mas o Tejo n\u00e3o \u00e9 mais belo que o rio que corre pela minha aldeia<\/em><\/p>\n<p><em>Porque o Tejo n\u00e3o \u00e9 o rio que corre pela minha aldeia<\/em>&#8220;.<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comunidade dos Estados Independentes foi o tema dos dois m\u00f3dulos da \u00faltima aula no cursinho. Depois do longo ros\u00e1rio geogr\u00e1fico (Clima, Relevo, Hidrografia, Economia, etc&#8230;), uma aluna me perguntou sobre a import\u00e2ncia do rio Volga. Beleza, pensei. Imaginando um mapa da R\u00fassia, lembrei-me do mais largo rio europeu passando por Moscou e banhando as<span class=\"excerpt-ellipsis\">&#8230;<\/span><\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/blog.julianorosa.org\/?p=151\" itemprop=\"url\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geografia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/151","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=151"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/151\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=151"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=151"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=151"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}