{"id":152,"date":"2005-01-11T00:39:13","date_gmt":"2005-01-11T00:39:13","guid":{"rendered":"http:\/\/julianorosa.org\/?p=152"},"modified":"2005-01-11T00:39:13","modified_gmt":"2005-01-11T00:39:13","slug":"como-escrever-bem-em-27-licoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/?p=152","title":{"rendered":"Como escrever bem em 27 li\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>O prof. Z\u00e9 Henrique Stacciarini, titular de Geografia Humana do curso de Geografia da UFG, \u00e9 uma figura inigual\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 um calouro que n\u00e3o simpatize com o tal professor. Bem humorado, totalmente descomplicado e objetivo, o Z\u00e9 \u00e9 &#8220;o cara&#8221;.<\/p>\n<p>Nos primeiros momentos do ano letivo, o prof. Z\u00e9 Henrique se esfor\u00e7a para elevar o n\u00edvel de escrita e de leitura dos novatos. Uma atividade pela qual passei (e acredito que muitos outros) era reescrever not\u00edcias de jornais.<\/p>\n<p>J\u00e1 no final do curso, encontrei um texto muito bacana na internet sobre como escrever bem. Naquele instante, identifiquei o texto com o Z\u00e9 Henrique. Depois de entreg\u00e1-lo, tal foi minha surpresa ao v\u00ea-lo no apostil\u00e3o semestral b\u00e1sico que o Z\u00e9 deixava na copiadora&#8230;<\/p>\n<p>Como h\u00e1 muito tempo que esse texto est\u00e1 no meu pc, n\u00e3o sei identificar a fonte. No site do Humor Tadela (www.humortadela.com.br) h\u00e1 um texto muito parecido, mas infinitamente menos engra\u00e7ado que esse, transcrito abaixo:<\/p>\n<blockquote><p><em>1. Desnecess\u00e1rio fazer-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, conforme deve ser do conhecimento de V.Sa. Outrossim, tal pr\u00e1tica adv\u00e9m de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcis\u00edstico.<\/em><\/p>\n<p><em>2. Evite abrev., etc.<\/em><\/p>\n<p><em>3. Anule alitera\u00e7\u00f5es altamente abusivas.<\/em><\/p>\n<p><em>4. &#8220;n\u00e3o esque\u00e7a das mai\u00fasculas&#8221;, como j\u00e1 dizia carlos machado, meu professor l\u00e1 no col\u00e9gio santa efig\u00eania, em salvador, bahia.<\/em><\/p>\n<p><em>5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.<\/em><\/p>\n<p><em>6. O uso de par\u00eanteses (mesmo quando for relevante) \u00e9 desnecess\u00e1rio.<\/em><\/p>\n<p><em>7. Estrangeirismos est\u00e3o out, palavras de origem portuguesa est\u00e3o in.<\/em><\/p>\n<p><em>8. Seja seletivo no emprego de g\u00edrias, bicho, mesmo que sejam maneiras. Sacou, galera?<\/em><\/p>\n<p><em>9. Palavras de baixo cal\u00e3o podem transformar seu texto numa merda.<\/em><\/p>\n<p><em>10. Nunca generalize: generalizar sempre \u00e9 um erro.<\/em><\/p>\n<p><em>11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar repetitiva .A repeti\u00e7\u00e3o vai fazer com que a palavra seja repetida.<\/em><\/p>\n<p><em>12. N\u00e3o abuse das cita\u00e7\u00f5es. Como costuma dizer meu pai: &#8220;Quem cita os outros n\u00e3o tem id\u00e9ias pr\u00f3prias&#8221;.<\/em><\/p>\n<p><em>13. Frases incompletas podem causar.<\/em><\/p>\n<p><em>14. N\u00e3o seja redundante, n\u00e3o \u00e9 preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes, isto \u00e9, basta mencionar cada argumento uma s\u00f3 vez. Em outras palavras, n\u00e3o fique repetindo a mesma id\u00e9ia.<\/em><\/p>\n<p><em>15. Seja mais ou menos espec\u00edfico.<\/em><\/p>\n<p><em>16. Frases com apenas uma palavra? Corta!<\/em><\/p>\n<p><em>17. A voz passiva deve ser evitada.<\/em><\/p>\n<p><em>18. Use a pontua\u00e7\u00e3o corretamente o ponto e a v\u00edrgula especialmente ser\u00e1 que ningu\u00e9m sabe mais usar o sinal de interroga\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>19. Quem precisa de perguntas ret\u00f3ricas?<\/em><\/p>\n<p><em>20. Nunca use siglas desconhecidas, conforme recomenda a A.G.O.P.<\/em><\/p>\n<p><em>21. Exagerar \u00e9 100 bilh\u00f5es de vezes pior do que a modera\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>22. Evite mes\u00f3clises. Repita comigo: &#8220;mes\u00f3clises: evita-las-ei!&#8221;<\/em><\/p>\n<p><em>23. Analogias na escrita s\u00e3o t\u00e3o \u00fateis quanto chifres numa galinha.<\/em><\/p>\n<p><em>24. N\u00e3o abuse das exclama\u00e7\u00f5es! Seu texto fica horr\u00edvel! S\u00e9rio!<\/em><\/p>\n<p><em>25. Evite frases exageradamente longas, por dificultarem a compreens\u00e3o da id\u00e9ia nelas contida, e, concomitantemente, por conterem mais de uma id\u00e9ia central, o que nem sempre torna o seu conte\u00fado acess\u00edvel, for\u00e7ando, desta forma, o pobre leitor a separ\u00e1-la em seus componentes diversos, de forma a torn\u00e1-las compreens\u00edveis, o que n\u00e3o deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, h\u00e1bito que devemos estimular atrav\u00e9s do uso de frases mais curtas.<\/em><\/p>\n<p><em>26. Cuidado com a corress\u00e3o da ortographia, pra n\u00e3o estrupar a l\u00edngua.<\/em><\/p>\n<p><em>27. Seja incisivo e coerente. Ou talvez seja melhor n\u00e3o&#8230;<\/em><\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O prof. Z\u00e9 Henrique Stacciarini, titular de Geografia Humana do curso de Geografia da UFG, \u00e9 uma figura inigual\u00e1vel. N\u00e3o h\u00e1 um calouro que n\u00e3o simpatize com o tal professor. Bem humorado, totalmente descomplicado e objetivo, o Z\u00e9 \u00e9 &#8220;o cara&#8221;. Nos primeiros momentos do ano letivo, o prof. 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