{"id":36,"date":"2005-09-12T01:58:10","date_gmt":"2005-09-12T01:58:10","guid":{"rendered":"http:\/\/julianorosa.org\/?p=36"},"modified":"2005-09-12T01:58:10","modified_gmt":"2005-09-12T01:58:10","slug":"desenvolvimento-e-independencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.julianorosa.org\/?p=36","title":{"rendered":"Desenvolvimento e independ\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>No sete de setembro, foi recorrente a publica\u00e7\u00e3o de textos veiculando a situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia ao subdesenvolvimento. Desses, um dos \u00faltimos (concordando <em>ipsis literis<\/em>) se encontra no <a href=\"http:\/\/longedemais.zip.net\/\">Longe Demais<\/a>.<\/p>\n<p>Nos long\u00ednquos anos do ensino fundamental, acompanhei a substitui\u00e7\u00e3o de uma geografia tradicional \u2013 bem retr\u00f4 e cheia de decorebas \u2013 por uma geografia cr\u00edtica (que, ao que parece, continua sendo surpreendentemente mnem\u00f4nica). Contaminados por um marxismo torto, n\u00e3o era raro encontrar explica\u00e7\u00f5es um tanto que heterodoxas sobre as rela\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses. Para explicar a exist\u00eancia de pa\u00edses subdesenvolvidos e desenvolvidos, a f\u00f3rmula \u2018pa\u00edses explorados e pa\u00edses exploradores\u2019 sa\u00eda da manga, e, como uma m\u00e1gica, tudo estava explicado.<\/p>\n<p>Nesse contexto, acusar os EUA de ser o explorador-mor, nosso algoz, era um passo. Diaboliz\u00e1-lo ia de brinde. Como se o Estado americano fizesse curvar \u2013 por seus pr\u00f3prios interesses \u2013 o Estado brasileiro.<\/p>\n<p>(N\u00e3o pretendo prolongar sobre o conceito usado nesse post para Estado. Se eu dissesse que l\u00e1 o Estado \u00e9 representado pela burguesia [BINGO!], deveria reconhecer que aqui tamb\u00e9m \u00e9. E seria interessante uma burguesia explorando outra burguesia. Ou sei l\u00e1.)<\/p>\n<p>Yves Lacoste, h\u00e1 mais de trinta anos, falava j\u00e1 sobre esse fen\u00f4meno. O capital hoje \u00e9 transnacional e que, como tal, n\u00e3o respeita fronteiras nacionais. E mais: essas rela\u00e7\u00f5es desiguais s\u00f3 existem porque a minoria privilegiada nos pa\u00edses pobres \u00e9 parceira dessas mega-empresas.<\/p>\n<p>Militarmente, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas. Os EUA s\u00e3o o maioral, a ponto de peitar resolu\u00e7\u00f5es da ONU e se lan\u00e7ar numa guerra contra a opini\u00e3o de todo o mundo. J\u00e1 economicamente, a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as n\u00e3o permite o Estado americano se isolar do mundo. Isso: a maior pot\u00eancia do mundo \u00e9 dependente, como muito bem lembrou <a href=\"http:\/\/longedemais.zip.net\/\">Edk<\/a>.<\/p>\n<p>E se algu\u00e9m mesmo deseja que nosso pa\u00eds tupiniquim seja um pa\u00eds realmente independente, nesses termos, lance a id\u00e9ia da nacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas estrangeiras \u2013 e reze para que os produtos brasileiros alcance o mercado mundial. \u00c9 melhor ret\u00f3rica vazia e aplausos, n\u00e3o?<\/p>\n<hr \/>\n<p>Sociologia de botequim acaba aqui. Estou distante 256 km de casa, a Lan-House vai fechar e eu estou muito cansado.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Sete de setembro foi um excelente dia para o contador do blog. Registrou 57 visitas. Troquei at\u00e9 o Extreme pelo SiteMeter, na esperan\u00e7a de continuar com tanta visita. Grande bobagem. Gra\u00e7as ao \u2018<a href=\"http:\/\/verbeat.org\/nosnarede\/\">N\u00f3s na Rede<\/a>\u2019, fui linkado pelos maiores figur\u00f5es da blogosfera brasileira. A\u00ed, tudo d\u00e1 certo, n\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No sete de setembro, foi recorrente a publica\u00e7\u00e3o de textos veiculando a situa\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia ao subdesenvolvimento. Desses, um dos \u00faltimos (concordando ipsis literis) se encontra no Longe Demais. 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