Record a favor da legalização do aborto?

Impressão minha ou a Record, através do selo ‘responsabilidade social’, assumiu campanha favorável à legalização do aborto justamente na ‘quentura’ da visita do papa?

Êta menina travessa…

PS: diz “O Globo” que a campanha foi iniciada após a visita do papa. Entre um flash e outro da TV Globo, porém, tenho lembrança de ter visto uma dessas chamadas do Instituto Renascer. Um ‘contraponto comercial’, talvez, já que a IURD assume posição semelhante à Igreja Católica quanto a legalização do aborto. Vamos ver se a campanha vá adiante, não é?

Pequena notável

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Eu deveria postar ontem um texto sobre o combate a pedofilia. Contigências da vida impediram-me. Pra não dizer que não fiz nada, posto acima o vídeo da menina mais comentada no país do Drácula, Cleopatra Stratan, com um profundo desejo de que a cultura infantil seja preservada da violência, sempre.

PS: A Sandra, uma das mobilizadoras dessa blogagem coletiva, postou um excelente texto sobre o tema. Várias comunidades no Orkut contribuem também para a discussão a respeito da violência contra a criança e formas de diminuí-la. Cada denúncia é importante para retirar esses criminosos de circulação. Cabe uma recomendação, porém: denunciar o profile no próprio orkut ou esbravejar contra o safado em seu scrapbook tem, efetivamente, pouca eficácia. Fechada sua participação na comunidade, é fácil seu recadastro. Medida mais adequada é formalizar a denúncia à polícia, eletronicamente, ou em sites de instituições públicas e não-governamentais envolvidas na investigação de crimes eletrônicos. É necessário rastreá-lo e tirá-lo de circulação.

Por uma internet segura, já!

Sites de denúncia, via Sandra Pontes:

Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência
Centro de Defesa da Criança e do Adolescente
Delegacia Virtual – RJ

Denuncie.org.br
FBI (Investigação de Crimes Virtuais)
Interpol
Ministério Público – RS
Polícia Civil – RJ
Polícia Civil – SP
Polícia Federal
Secretaria de Segurança Pública – SP

Nasce um mito?

Pódio em todas as corridas disputadas nesse ano, logo na estréia, credencia Lewis Hamilton a ocupar o posto de ‘gênio’ deixado na ausência de Schumacher. É o cara a bater.  O fato de não ganhar nenhum Grande Prêmio não é, de fato, nenhum empecilho. Estar entre os primeiros nessa condição lhe dá o que falta a muitos pilotos neófitos: regularidade. Veja, por exemplo, o caso do Felipe Massa, exibindo, nesse ano, apresentações decepcionantes e corridas magistrais (e se é que podemos considerar o Felipe como um ‘novato’…). Claro que a torcida é pelo Massa, mas o Hamilton, por enquanto, tem apresentado com mais nitidez o perfil de um equilibrado vencedor de temporadas.

Incômoda é a condição de telespectador da Globo, tolerando o Grande Boçal ridiculamente insistir no apelido de ‘Robinho’ ao piloto estadunidense. Haja saco.

Psicoteste

Daí fiquei sabendo hoje que sou egocêntrico, vaidoso, ansioso e, além de dificuldade de relacionamento social, dou respostas infantis às exigências da vida adulta. Isso tudo baseado unicamente em um desenho que fiz (com destreza artística absolutamente pré-histórica) de um homem.

Quase mando a psicóloga ir para aquele lugar – mas confirmaria, pelo menos, três dos diagnósticos pelegos.

Os psicólogos que me perdoem, mas acho uma picaretagem esse tipo de avaliação. Nunca me senti tão ‘outro’. Eu não sou esse aí. Nunca fui.

Tivesse dito alguma coisa sobre esquizofrenia…

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Com olhar firme no ar sabichão da moça, apareceu em mim um sorriso ameaçando denunciar a sonora risada que estaria por vir. Pensei nos gibis gentilmente doados aos colegas quando criança, na insistência em ir ao trabalho de jeans e camiseta, na relativa precocidade profissional, etc.

Se a gargalhada não fosse tão infantil, ela inundaria o ambiente.

Palmas para os professores. E um trocadinho também

Já faz algum tempo que não leio a Revista Veja. Falta tempo.

Das lidas pretéritas, um dos colunistas preferidos – hum… – era o Cláudio de Moura Castro, esse pleno desconhecido do mundo pedagógico mas profundo sabedor de educação, porque, afinal de contas, em se tratando de escola, todo mundo se acha no preparo para criticar, opinar, propor. Já comentei algumas coisinhas sobre o que acho dos textos dele aqui, aqui e aqui. Minha opinião sobre o Castro, PhD em Economia pela Universidade de Vanderbil, já foi dada e de lá pra cá não mudou muito.

Um dos últimos textos publicados na Veja recebeu uma resposta até interessante aqui. Acrescentaria apenas um outro argumento – até repetitivo, visto que usei palavras semelhantes em outro post: o Instituto Dom Barreto, primeiro colocado do ENEM, é uma instituição privada. E, como sabemos, para uma escola particular de ponta, a localização geográfica pouco importa. Tanto faz se é em Porto Alegre ou se é no Rio Branco. Um filho de um deputado em Macapá tem as mesmas condições materiais de sucesso que outro, em mesma situação, no Rio de Janeiro. Daí ser uma grande bobagem esse deslumbramento todo com a escola piauiense.

Sugerir o ‘aplauso’ ao trabalho do professor como um ente mágico e revolucionário, como faz Castro, é patético. Debochado até, já que, provavelmente, o colunista de Veja não pretende substituir seu próprio salário mensal, recebido do semanário, por cartas elogiosas que milhares de leitores por aí possam cometê-las.

Van Gogh e outras alucinações

Desse tempo todo que fiquei off-line, aprendi muitas coisas. Delas, duas jamais esquecerei: primeiro, que Van Gogh foi um pintor belga contemporâneo à I Guerra Mundial; traumatizado com a violência da guerra, surtou, pintando quadros depressivos, como esse que ilustra o post. Segundo, o quão malvado e perverso é o capitalismo, ao induzir um jovem norte-coreano emigrado para os EUA – cansado da opressão consumista desse sistema desumano – a matar seus colegas que desfilavam de tênis naique e celulares de última geração.

Foi realmente um período muito instrutivo.

Sustentabilidade ambiental empresarial? Humm…

Já havia escrito algo mais ou menos nesse sentido. Deixei escapar um sorriso meia-boca ao ler na Folha de S.Paulo ontem:

Impulsionada pela oscilação econômica, a arquitetura sustentável é, em grande medida, um álibi politicamente correto para uma era de vazio ideológico, de ausência de qualquer compromisso social coletivo. Construindo edifícios autenticados pelo selo moral de “ecologicamente responsável” e obtendo subvenções econômicas por isso, as grandes empresas se eximem de discutir a fundo o funcionamento das cidades: a organização fundiária, o transporte individual motorizado, a poluição dos rios e o espalhamento da mancha urbana atraído pela especulação imobiliária. Fica evidente que, nesse contexto, o edifício ecológico é apenas um paliativo.
Mas o que há por trás dessa cortina de fumaça? Aparentemente, um modo de simplesmente manter o “laissez-faire” capitalista, dando-lhe um verniz politicamente correto. Quer dizer: transformar a ecologia em publicidade voluntarista, do tipo “faça você mesmo”, enquanto se sabe que as grandes decisões futuras se darão em âmbito macroeconômico, na disputa velada por reservas alternativas de energia, matéria-prima e água.

Artigo completo, by Guilherme Wisnik, aqui.

Temporada 2007 de Fórmula 1

Depois do terceiro Grande Prêmio de F-1, um novo desenho da competição se anuncia. Não lembro, na ‘era schumacher’, de algo semelhante: três pilotos com a mesma pontuação (Raikkonen, Alonso e Hamilton) em primeiro lugar com 22 pontos. Dois concorrentes não estão muito distantes (Massa, 17, e Heidfeld, 15), dando sinal de que a velha e boa competitividade retorna à elite do automobilismo mundial.

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Na maior comunidade de discussão de F-1 do orkut, Felipe Massa foi objeto de debate em um tópico aberto ano passado e bastante recorrido após essa última etapa. As coisas foram postas assim: o brasileiro é muito limitado, pois com o carro vermelho em mãos, não conseguiu muita coisa ano passado.

Dificilmente Felipe conseguiria alguma coisa; tinha como concorrência tanto a genialidade de Schumacher quanto a prioridade da equipe no bom funcionamento do carro do piloto alemão. E isso, como já avisava Eddie Irvine ao sonhador Barrichelo, no final da temporada de 1999, era profundamente desalentador.

Massa é um bom piloto. Não é um gênio. Aliás, não há nenhum ‘deus’ na temporada atual; inexiste aquele piloto que, à semelhança de Schumacher e Senna, resolve a situação com habilidades divinamente refinadas.

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Dentre as surpresas, está esse moço inglês, Lewis Hamilton. Estar na frente de tanta gente experiente (inclusive seu companheiro de equipe, o atual campeão Alonso) logo na estréia não é para muitos.

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Há ainda o Barrichello. Sim, ele ainda corre, apesar de o Jornal Nacional, um dia antes do GP, sequer informar a sua posição no grid. Pesou a Barrichello a pecha de substituto de Senna. Gênios são insubstituíveis. E, como Massa em início de carreira, obscureceu-se na sombra do Schumacher.

Mesmo assim, não concordo com as opiniões geralmente negativas sobre o piloto.Está numa equipe, hoje, que é a grande decepção da temporada (Honda). Button, saudado animosamente quando chegou à F-1, não consegue, via de regra, superá-lo. Sem falar que, em algumas situações, mostrou superioridade em relação ao desempenho do Schumacher.

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Lembro-me que, quando culpávamos a MacLaren pelos fracassos de Senna no início da década de 1990, a Williams desfilava soberba nos GP’s. A transferência do piloto brasileiro para a scuderia inglesa, em 1994, seria um casamento perfeito. Excepcionais carros e piloto. Algumas corridas depois, Senna morre. A equipe não se abalou: 1996 e 1997 arrebatou tanto o campeonato de pilotos quanto de construtores. Depois do último título, ganho pelo polêmico Villeneuve, a equipe vem decaindo progressivamente. A quinta posição da equipe ano passado indica que a carreira de Nico Rosberg, outro excelente piloto, está ameaçada.

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A Renault também vem sendo uma decepção. Nem parece ser aquela equipe que largava no grid afrontosamente mais rápida que as demais. O visual pesado, como disse meu amigo Edk, está mais pesado do que devia.

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Eu gosto de Fórmula 1.

Chavez, Fidel e o etanol

Chavez e Fidel manifestaram-se contra o incremento da produção de etanol. Está em jogo, evidentemente, o papel central exercido pelo petróleo na sociedade moderna – e esteio da economia venezuelana. Rasteira é a argumentação: novos usos para a produção agrícola prejudicariam o abastecimento e consumo humano.

Primeiro equívoco é considerar que há um risco de escassez de alimentos. Isso não é verdade. Pelo contrário: já se tem sublinhado algum tempo que o problema não é de produção de alimentos, mas a sua correta e justa distribuição.

Pensar que a produção de matéria prima para o etanol concorrerá com a produção básica de alimentos corresponde a uma outra idéia equivocada. Muito provavelmente, o etanol será abastecido com cana de acúcar de extensos plantations. E – como bem demonstra Antonio Adriolli – não é a ‘forte agricultura’ a principal responsável pelo feijão e mandioca cotidianos na nossa mesa.