Nas nossas primeiras experiências sociais com o mundo, lá na perdida infância, vivemos entre a imitação e a originalidade. Do tio bobão imitando macaco aos nós feitos nos rabos dos gatos.
Não estaria errado se dissesse que se aprende plagiar, de forma mais sistemática e organizada, na escola. Copiando textos, colando, etc. O lugar da criatividade, em alguns casos, transforma-se em lócus da bestialidade.
Do plágio aparecem – do nada – poetas, escritores, mestres e doutores obtendo aplausos com méritos alheios. Um deles, o Geógrafo Ricardo Ramirez Suárez, bem que poderia receber honoris causa pela ardileza. Nada mais nada menos que 43 artigos científicos foram identificados como plágio por esse blog. A paranaense ‘Geonotas’, em sua segunda edição de 2002, publicou um texto assinado pelo colombiano.
No mundo bloguístico, a San foi a bola da vez. Um poeta de Olinda até tentou explicar que recebeu o texto de um amigo que havia retirado do Orkut… Ora, se eu não sei quem foi o autor, classifico-o como anônimo e pronto. Não assumo a autoria. Dono de coisa boa logo aparece. Então, desculpa esfarrapada, a meu ver.
O fenômeno do plágio internético tem dado mostra de regularidade (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Nem sempre podemos fazer como o Cardoso. Mas que dá vontade de pregar uma peça semelhante nesses imitadores, ah, dá…


