Sobre…

as asas do tempo, a tristeza (ou a angústia, ou a ansiedade inconsequente, ou as pequenas tragédias contínuas, ou…) vai-se embora…” (La Fontaine).

Há coisa melhor do que bons amigos, sem economia com doces palavras, e na mais certa hora?

Agradecimentos do dono do boteco a Sandrex, Cabamacho (que está cada vez mais, er, impublicável…), Allan e Afonso pelas pílulas abaixo, doadas em algum dia perdido de 2007.

Sandra: Ai, Ju. Que coisa… Não fica assim. Pode dar certo numa outra ocasião. E aí você fica aqui, pertinho da gente. Beijos duplos.

Cabamacho: Mas rapaz, se esquente, não. O mundo não acabou por isso, não é mesmo? Pense, um chifre poderia até ser pior.

Allan: Cada um sabe a dimensão da própria dor, mas ela não deve ser maior do que podemos suportar. Não espere nada, não espere por ninguém. Faça seu próprio caminho e nunca desanime. Só não pare de caminhar.

D. Afonso XX o Chato: Putz, que sacanagem. Mas enfim, fechada uma porta, quantas janelas podemos abrir? abs e nada que o tempo não resolva.

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Necessário dizer que estou felicíssimo?

Apagão

E não é que os últimos textos desapareceram? Poderia, em um excesso de drama, dizer que perdi todos os textos do último mês. Dada a frequencia de postagem, não posso dizer que o pesar por isso seja grande, mas os comentários de Sandrex e Jens perdidos são de, realmente, lamentar.

Paciência. Tem muita coisa sendo perdida nesse mundo de mmmuuuiiiittttooo mais valor do que essas míseras letrinhas reunidas e organizadas em bytes virtuais.

O povo nada sabe…

Sim, há preconceito contra aquilo que é popular. Cultura popular passa a ser menos cultura exatamente porque não aflora dos seletos salões de produção da high society. Porque cheira povo, brota quase que naturalmente um asco por uma coisa tão medíocre. Música Popular Brasileira, por exemplo. Hoje, ninguém duvidaria que faz parte da cultura, embora muita gente não inclua Chimbinha e Joelma nessa. Aliás, o fato de listar Chico Buarque e Amado Batista como representantes da cultura musical brasileira faz torcer o nariz de muita gente. Nesse padrão exclusivista, preconceituoso e elitista, o que é popular é ruim – e talvez por isso a MPB é aceita como cultura, nos altos círculos, justamente porque perdeu o vínculo popular há décadas. Nesses termos, o que é popular é ruim – a menos que, em uma ou outra situação, o povão pense e decide semelhantemente ao fino da nata social.

Mudanças

Há quilômetros entre o ponto de partida e o atual. Depois de duas dúzias de entrocamentos, aparecem as primeiras dúvidas se é esse o caminho mais acertado. O tempo concorre contra a hesitação, logo, não há tempos para choramingos. O barco vai, pequeno Johnny, independente de nossa vontade. Se chegará a qualquer destino decente, saberemos mais tarde. Ou um pouco mais, quem sabe.

Aiô, BBB8

Pra desespero dos puristas, mais um motivo para alegria do povão. É a Globo contribuindo com a felicidade geral da nação (rá!). A Folha, guardiã da boa cultura e dos bons costumes, resolve conclamar os pensantes a boicotarem o Big Brother Brasil:

Talvez, o “gênio” e diretor do programa Boninho –aquele que se deixa flagrar em vídeo confessando o esporte de jogar ovos em prostitutas– merecesse uma resposta contundente do telespectador esclarecido. Desligue a TV.

Bem, a última frase deixa claro . Como um “Beba Coca-Cola”, ou “Vote no João da Silva”, ou qualquer outra frase imperativa, ao telespectador esclarecido, como vaca de presépio, não há outra opção: a TV deve estar desligada.

E se a ordem for obedecida? Os “telespectadores esclarecidos” desligando as TV’s, em todo território nacional, representariam algum centésimo pontual em queda na escala IBOPE?

Aliás, levado o recado a rigor, as TV’s dos “esclarecidos” se salvariam em algum momento do “stand by“?
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Quem quer pagar impoooossstttttoooo?

De uma enquete do blog do PH:

O presidente da Fiesp disse que a CPMF é um tiro no peito da sociedade. Mas ele não disse qual sociedade: se a dos pobres ou a da Fiesp.

Nao entendo, tambem, o tal imposto com tanta celeuma como eh colocado. Alias, acho muito mais justo impostos desse naipe, que tributa proporcionalmente niveis de renda, do que esses milhares de impostos que pesam no bolso do consumidor basico – e ai me refiro aos impostos sobre vestuario, alimentacao e remedios. Um imposto sobre o pao, por exemplo, nao distingue o individuo por sua renda. Evidentemente, populacoes mais pobres sofrerao mais.

Perfeito mesmo era tirar o “P” da CPMF.

Democrata? Ditador? Democrata? (…)

E assim vai. Não dá pra dizer que o cara, por desejar reeleições sucessivas, seja um ditador. Pode-se avaliar o respeito pelas instituições democráticas e daí dizer que o cidadão é um autocrata, certo. Mas jogar o cara no lixo junto com Stalin, Pinochet e Castelo Branco só porque está abrindo a possibilidade de, democraticamente, ser eleito indefinidamente, é papo furado.

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O fato dele perder o plebiscito, por exemplo, é um claro indício de que há democracia na Venezuela. A própria idéia do plebiscito é improvável de acontecer na monarquia espanhola ou nos emirados árabes nas petrolíferas terras. Enfim.

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O grande problema, a meu ver, é o governo personalista. O que acontece lá, sucede aqui, em Cuba, na Rússia e, de certa maneira, na Argentina. O governo é um projeto pessoal, sem sucessores. Não há claramente uma plataforma política.

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Findado papo de botequim, uma pérola descoberta hoje, pra fazer rir meninos cabuladores da aula de filosofia. Trata-se de um verso popular rabiscado  por um matreiro aluno em uma das paredes da Faculdade de Letras de Lisboa e registrado por Ricardo Jorge, em “Contra um plagio do Prof. Theophilo Braga”:

Que importa que o Kant cante,
Que importa que o Comte conte!
Kant é um Kant pedante.
Comte é um Comte bifronte.
Que importa que o Kant cante
Que importa que o Comte conte!

Irracionalidades boleiras

Bandeiras do Grêmio vendidas na porta do Palestra Itália, ontem, sugeriam a explícita irracionalidade da paixão pelo futebol. Como se não bastasse, o fervor cego palmeirense preparou uma respeitável festa nos arredores do estádio, imaginando que o passaporte para Libertadores seria carimbado ontem. Como isso não aconteceu, motivo para festa sobrou: o Timão, arquiinimigo, foi pra segundona. A derrota e humilhação do adversário devem ser comemoradas, porque não… Trio elétrico ajustado, a festa continuou noite a fora.

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Minha combinação preferida para os rebaixados nesse final de temporada não deu certo. Esperava que o Paraná escapasse (quanto otimismo…). Seria ótimo ver a Federação Goiana de Fubebol fora da elite futebolística. Quem torce por clubes do interior de Goiás sabe bem a que me refiro. Pendengas entre os clubes goianos sempre são resolvidas com posições favoráveis àqueles da capital. Haverá, eu acredito, resposta saudável a toda essa maldita cartolagem ainda em um futuro próximo. Como já está acontecendo, mesmo que timidamente, em alguns clubes. A conferir.